segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pequenos sonhos de consumo que alegram nossas vidas

E quando eu falo em pequenos sonhos, são pequenos mesmo. Do tipo que se pode encontrar em supermercado.
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Batata Pringles
A última vez que eu me lembrava ter comido Pringles devia ser quando tinha uns dez, onze anos. Se bem que as minhas lembranças são um pouco turvas e eu posso estar enganada. O que importa é que faz tempo.
Quando comecei a fazer compras all by myself, essas benditas batatinhas começaram a me seduzir na prateleira. Mas o preço exorbitante dela me fez reservá-la para alguma ocasião muito especial. Daí que veio meu ritual.
Já fiz duas vezes, todo fim de semestre me presenteio com uma lata de Pringles. Não que eu seja especialmente brilhante, mas acho que a minha sobrevivência após um longo e cansativo semestre é algo a se congratular. Da última vez não havia Pringles no mercado, só Stax e uma outra imitação. Mas não. Pringles é Pringles. Por isso que comprei na loja de conveniência e gastei quase R$10.
(a propósito, eu adoro falar: Pringles, Pruin-gous, algo assim, fica bonito. :P)
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Leite Moça
Sou uma pessoa facilmente seduzida pelo marketing. Me contento com um leite condensado qualquer, pra comer puro ou com sucrilhos, mas eu ainda quero uma lata de leite Moça. Ou aquele tubinho. Tipos, é a marca, sabe cumé.
Leite condensado é um ramo em que marcas baratas ainda satisfazem. Mas isso não acontece sempre. Band-aids, por exemplo. Tem que ser O Band-Aid propriamente dito. Porque uma vez eu tinha um machucado na sola do pé, comprei o tal de Salvelox, depois de três passos havia mais curativo na minha sandália do que no meu pé. Aquele troço só serviu pra grudar sujeira no meu pé e na minha sandália. Não recomendo.
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Kinder Ovo
Sou do tempo em que as crianças podiam colecionar brinquedos de Kinder Ovo sem causar um rombo no orçamento familiar. Era R$1, em alguns lugares até menos. Obviamente que a gente não tava nem aí pro chocolate, queria saber do brinquedinho. E, ao contrário de muitas pessoas, eu não ficava chateada quando tirava um quebra-cabeça.
Pode ser que esteja ficando velha, mas quando vejo fotos das surpresas atuais as acho um tanto medíocres. Mesmo assim, hei de comprar um dia, só pra me lembrar do histerismo que nos acometia antes de abrir o ovinho de plástico.
Aliás, alguém lembra de um "primo" do Kinder Ovo, cujo nome não me lembro, em que o ovinho do brinquedo era laranja, e não amarelo? Lembro que havia uma coleção do Rei Leão, eu tinha a Nala e o Timão.
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Sorvete Häagen-Dasz
Eu tenho o conceito, por vezes falso, de que coisas pequenas e caras são gostosas. E quando vejo esses potes de sorvetes minúsculos e exorbitantes, não deixo de achar que devem ser deliciosos. Depois que os vi, deixei de achar que sorvetes da Kibon, por exemplo, são exorbitantes.
Estou os reservando para uma ocasião muito especial, que nem eu sei direito qual é.
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Sopa Campbell's
Sou fã incondicional da Pop Art, Andy Warhol é um dos homens da minha vida (juntamente com o Marcos Mion e com o Luis Fernando Verissimo, todos por razões diferentes, claro). A maneira com que ele retrata coisas do cotidiano me encanta e blás.

Do Metropolitan Museum direto para sua mesa

Obviamente que sou inteligente o suficiente para supor que a sopa Campbell's é vendida em algum lugar dos Estados Unidos. Mas não imaginava encontrá-la tão facilmente ao meu alcance, na seção de importados do mercado.
Meus planos eram de comprá-la e converter a sua lata num bonito porta-canetas. O problema que uma mísera latinha custa quase R$10 e eu não gosto de sopa. Teria que encontrar alguém que quisesse tomar a sopa, já que minha mãe me proibiu de a comprar pra jogar fora, e eu também ficaria com remorso.
Fiquei tentada também a comprar o catchup Heinz, o que será um pouco mais fácil, já que gosto de catchup.
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Claro que tenho sonhos de consumo de verdade, como uma caixa de markers e um Monopoly dos Simpsons, mas isso ficará para outro dia.

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Well I'm bored
I'm bored.
C'mon let's get high
Franz Ferdinand - Ulysses

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

As crianças não estão certas

A melhor maneira de ver como o mundo é um lugar injusto e desgraçado é pensar, por um momento, onde estarão as pessoas que passaram pela sua vida. Claro que essa nostalgia ganha uma certa dramaticidade depois dos, sei lá, 20 anos. É tempo suficiente para as pessoas terem tomado caminhos diversos e feito coisas bizarras com suas vidas.
Passei algumas semanas de férias em Ijuí, e juntamente com a minha amiga, começamos a fazer um levantamento de onde estariam nossos colegas de escola. Como ela ainda mora lá e estudamos na escola do bairro, ela tem mais informações do que eu. E isso me fez refletir por muitos, muitos dias.
Em primeiro lugar, muito poucos tomaram providências reais para realizar seus sonhos de infância, o clássico "Quando eu crescer quero ser...". Óquei, as pessoas mudam de ideia, mas... Bom, darei exemplos.
Vários fazem a faculdade paga da cidade mesmo. A menos que sejam bolsistas, estarão endividados por um bom tempo. Ah, vamos combinar que passar em universidade estadual/federal ainda é o melhor, né? [/siachando] E a exceção, obviamente.
Já muitas meninas trabalham de vendedoras/balconistas/secretárias. Nada degradante, mas digamos que não seja O projeto de vida de uma pessoa, né?
Há histórias um pouco mais trágicas, claro. Existe a possibilidade de um colega nosso ter morrido em um acidente. Uma colega faz, hm, "trabalhos alternativos", fato tristemente admitido pela própria mãe. Fora os que tiveram filhos, claro.
O que nos deixou mais indignadas, ao fim de nossas pesquisas, foi que todos nós tivemos praticamente as mesmas oportunidades! Estudamos em escola pública, tinha lá suas falhas, mas no geral era boa.
Reflitam a respeito. Façam o possível, sempre. Sou da opinião de que quando alguém realmente quer algo, se esforça e consegue. Quando vocês encontrarem, daqui alguns anos, algum amigo de infância trabalhando de, sei lá, caixa de supermercado quando o que ele realmente queria era ser piloto de avião, entenderão do que estou falando.

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Fragile lives, shattered dreams

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mais 11 coisas que as garotas pensam...

É, bem. Eu deveria tentar voltar à esfera blogueira com um pouco mais de empenho e com um pouco menos de preguiça. Como isso nem sempre é possível, deixo aqui o link pro texto que minha amada amiguinha Bel, que eu conheço dasantiga me convidou pra escrever. Na verdade, olhem o Ato ou Efeito inteiro, vale a pena (principalmente a overdose de Foo Fighters :D).

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Cuz I can be bought, but you'll pay the cost
If you can afford me
Katy Perry - If you can afford me

domingo, 21 de setembro de 2008

Por uma melhor educação

O mundo seria bem melhor se houvesse mais educação. Não estou falando da educação formal, "toda criança na escola" ou qualquer coisa do tipo (até porque eu me preocupo tanto com o bem do país que nem o meu título de eleitor me dei ao trabalho de transferir, então terei que justificar, de novo). Quem nunca aprendeu com as tias da pré-escola as palavrinhas mágicas: com licença, obrigada, por favor? Pois é. Tem um montão de gente que aparentemente não.
Adulto mal-educado é um horror. Que tipo de exemplo dá? Os piores possíveis, com certeza. Certo dia estava eu, num ônibus lotado, voltando do shopping domingo à noite. E uma criatura perto de mim jogou um copo de meio litro (vazio, claro) de milk shake do Mc Donalds pela janela! Se pessoas que jogam papéis de bala e bitucas de cigarro já me irritam profundamente, o que dizer de um copo? Será que se eu fosse na casa dela e começasse a despejar lixo no quintal ela ia gostar?
E crianças, então? Malcriações infantis terão que ficar pra outro dia, então vou citar a mais recente: esses dias eu estava nas Lojas Americanas do shopping, na fila. E é daquelas filas que dão milhares de voltas, separadas por correntes. A loja estava vazia, o caixa ocupado e praticamente só eu na fila. E não é que numa dessas uma guria, de uns oito anos, passou por baixo da corrente e entrou na minha frente? Ela estava com o irmão e com os pais! Claro que deixei por isso mesmo, porque o que não tenho de barraqueira tenho de otária. Aí depois que eu digo que todo ser humano menor de 16 anos tem que passar por um processo civilizatório numa espécie de campo de concentração longe das outras pessoas acham que estou sendo cruel demais.
A correria do dia-a-dia já bem ruim por si só (e ainda pior em cidades maiores), por que as pessoas não podem facilitar só um pouquinho, sendo menos grossas e estúpidas? É tão bonito quando as pessoas pisam no nosso pé sem querer e pedem desculpa, ou quando se oferecem pra segurar nosso material no ônibus. Isso com certeza deixaria as pessoas mais felizes e faria do mundo um lugar um pouquinho melhor. Não estou pedindo muito, apenas que cada um faça a sua parte. =)

sábado, 23 de agosto de 2008

Daniela, uma aventura na Amazônia - Edição Drops de Manaus, sabor tucumã com cupuaçu II

No primeiro dia conhecemos alguns guris, que pagaram a inscrição só pra poder ir nas festas. No segundo dia dois deles nos levaram em um tour pelo centro da cidade. Passamos por vários prédios históricos e talz, tiramos foto na frente do Teatro Amazonas, um programa bem turista.
E foi só. Não passeamos, fomos lá para trabalhar, não pra fazer turismo e isso não me chateou. Não vimos o Encontro das Águas, não entramos no Teatro, não fomos no ensaio da Festa do Boi, não fomos a nenhuma reserva indígena, nada que pessoas normais gostam de fazer pra tirar foto. Até porque, nem máquina tínhamos.
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Como toda turista, pretendia levar alguns souvenires para os amigos. Minha amiga que me emprestou o dinheiro da passagem pediu um cocar. Por mim, eu comprava um cocar de cada cor, já que ela merecia. Mas a verba estava curta e eu não visitei nenhuma feira de produtos típicos. E comprar nas lojinhas do aeroporto meio que desvirtua o processo, né não? (além de ser mais caro, claro)
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As festas: sim, dentro de todas as atividades acadêmicas mui construtivas, estão inclusas festas! Em lugares especiais, apenas para participantes do evento, sem nenhum custo para entrar (só as bebidas que não eram liberadas, mas também já era pedir demais, né?). É uma coisa linda, porque estão presentes pessoas de Norte a Sul, há muita interação entre as pessoas. (6) Sem contar que acho os designers seres especialmente apreciáveis, umas gracinhas. Pena que esse ano parecia que estava todo mundo irritantemente comprometido. ¬¬
Ou fui eu quem bebeu pouco. Ano passado (Florianópolis, SC) havia uma pinga de R$1 a dose. Misturada com o refri, que era R$2, proporcionava um drinque que alegrava por muito tempo. Já esse ano, os drinques mais baratos era R$4, e fraquinhos. Eu não estava disposta a torrar muito dinheiro com bebida. Ou seja, fiquei muito tempo sóbria, o que tira a magia da coisa.
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Se tem uma coisa que eu tenho horror nessa vida é carioca (minha opinião mudou um pouco depois que passei a ver o Marcelo Adnet, até então ele era o único que eu não sentia vontade de atacar com um lança-chamas). Mas nada como as adversidades da vida pra gente mudar de idéia.
Um grupo de cariocas mui simpáticos (!!!!) tinha uma mesa no meio do acampamento cheia de bebidas. No penúltimo dia, já irritada com a minha sobriedade constante, fui lá socializar com eles. E enchi a cara de Prushka (uma vodca muito vagabunda) com xarope de guaraná barato. Cheguei da festa sem nem saber meu nome direito (e muito menos me lembrar quem dançou comigo na megaquadrilha que houve - festa junina, que bonito!) e acordei com uma sede do capeta.
Quando estávamos no ritual de desmanche do acampamento um dos cariocas me ofereceu uma garrafa de Prushka fechada pra levar pra casa. Infelizmente não havia mais espaço na mala. :/
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Amazonas é quase uma outra dimensão. Tem até o fuso-horário diferente! O que me deixou comovida mesmo foi uma das minhas idas à cantina perto do acampamento. Estava olhando o freezer, eis que vejo uma garrafa de Grapette! Não sei se tem em outras regiões do Brasil, mas no Sul ela foi extinta para todo o sempre há anos. Minha mãe falou que ela tomava quando era criança, "Quem bebe Grapette, repete", essas coisas. Para alegrá-la um pouco, lhe levei uma garrafa, para relembrar os velhos tempos. =D
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Continuando com o intercâmbio de bebidas: um pessoal do Maranhão falou na comunidade que levaria a lendária tiquira. Além de provar tive que levar uma garrafa de recordação, claro. É álcool puro, nossa (isso que já tomei coisas beeem medonhas)!
Já que estamos no Maranhão, o Guaraná Jesus não poderia faltar. Já tinha ouvido falar muito dele e precisava provar senão teria um treco. Digamos que é bem... peculiar. Ainda não consegui decidir se gostei ou não.
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Saldo: uma semana dormindo menos de quatro horas por noite, num colchão inflável que murchava, tomando banho gelado (e meu cabelo virou um bagaço, já que estava sempre molhado de suor), correndo de um lado pro outro, conversando com pessoas do Brasil inteiro, trabalhando, me divertindo, livre das professoras malas...
Recomendo a todos os estudantes de design irem pelo menos uma vez, pra ver como é. Uma experiência única, podem ter certeza.
N Design Pernambuco 2009, aí vou eu!

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Boys just come and go like seasons
Fergie - Fergalicious

domingo, 10 de agosto de 2008

Daniela, uma aventura na Amazônia - Edição Drops de Manaus, sabor tucumã com cupuaçu I

Lá é quente. Quente. Quente. Quente! Não estou brincando. É quase insuportável para alguém que veio dum lugar em que costuma gear. Senti o ar quente e abafado típico de lá assim que coloquei o nariz pra fora do aeorporto e saí dos domínios do ar-condicionado.
A UFAM (Universidade Federal do Amazonas), local sede do evento, fica praticamente dentro da Floresta Amazônica. Isso não quer dizer que seja fresco. Poxa vida, cadê o vento nesas horas?
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Não importa a hora em que a gente tomasse banho, a gente já saía pingando suor. Achei que ia morrer tendo que tomar banho gelado nos vestiários por uma semana (pelo menos tinha separação entre os chuveiros e cortininha), já que ODEIO banho gelado, mas até que foi uma bênção.
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A lona sobre nossa barraca acabou se revelando uma idéia nem tão boa assim. Em primeiro lugar, a lona era preta, o que fazia com que a gente acordasse encharcada de suor antes das oito da manhã (já não bastasse o sol africano de lá, a lona preta fazia o favor de concentrar o calor ainda mais). Em segundo lugar, a chuva acabou entrando do mesmo jeito, pela telinha da porta. ¬¬
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Até que não era assim tão povoado de mosquitos quando imaginei. Não passei repelente nenhum dia, veja só! E também não peguei malária, nem febre amarela, nem dengue, nem um mísero resfriado se apresentou. Escapei até do surto de conjutivite (ao contrário da minha amiga), que começou no pessoal da organização e se alastrou pelos participantes. Isso que fiquei UMA SEMANA sem tirar as lentes de contato. Achei que elas adeririam para sempre às minhas córneas, mas consegui removê-las sem nenhum dano aparente à elas nem aos meus olhos.
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Geeeente, eu vi um esquilo! Achei que esquilos só existiam no Central Park. =P
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O almoço e o jantar eram bons. E o melhor era ser monitor e não pegar fila, e ainda zoar os outros (calculem: uma hora de almoço + pelo menos 500 pessoas querendo almoçar = uma fila nada modesta). Sim, eu não sou legal. :P
Os sabores de suco eram um tanto incomuns, pra não dizer bizarros: acerola (tá, eu conhecia acerola), caju (conheço o suficiente pra detestar), cupuaçu, tamarindo (eu jurava que só existia no Chaves!), e mais um outro que não há Cristo que me faça lembrar. Onde foram parar os sucos de laranja e morango?
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Acabou mas ainda tem. ;)

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This is just what you're looking for
Citizen Bird - Joy

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Daniela, uma aventura na Amazônia - Parte II

Com a viagem 100% confirmada, começaram os preparativos de verdade. Barraca ok, a minha amiga que também ia conseguiu uma emprestada. E ela tinha um colchão de casal inflável recém-consertado, mas que dava pro gasto. Arranjei uma lona, pra garantir que as chuvas constantes da Amazônia não afetariam a integridade física da barraca e dos pertences contidos em seu interior. Troquei um frasco de colírio novo por dois repelentes semi-novos, que seriam suficientes pros mosquitos não me carregarem. Tudo certo, certo? Erraaaaado!...
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Hit the road, Jack (ou não necessariamente)
Meu pai é campeão em me dar calote. Eu o adverti que precisava de mais dinheiro pra viagem, e nada... Situando: o vôo sairia no sábado. Eu e minha amiga iríamos pra São Paulo na sexta, passaríamos a noite na casa da tia dela. Logo, eu precisava comprar a passagem na quinta. Era cinco da tarde de quinta e nada... E as passagens acabando... Tentei comprar no cartão de crédito, mas ele não passou. ¬¬ O desespero invadiu o meu ser e eu andei em círculos por alguns instantes em pânico (não é bizarro eu ter comprado a passagem aérea, que era o mais difícil, e perigar não conseguir ir pra São Paulo, pra pegar o dito do avião?). Até que a razão voltou e eu me lembrei da minha amiga com o cartão de crédito infinito. Liguei pra ela, ela comprou a passagem pra mim e todos foram felizes para sempre.
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Cidade Maravilhosa
O ônibus saía às oito e pouco da manhã. A viagem ocorreu tranquila, sem sobressaltos. O caos começou quando chegamos em São Paulo, já que era quase cinco da tarde, aquele trânsito lindo. O desembarque era na Barra Funda, blergh. Acho o Tietê bem mais simpático. E lá fomos eu e minha amiga, carregando o mundo nas costas, andando pra cá e pra lá, tentando encontrar o maldito do embarque do metrô. Encontramos. O metrô chegou. Ela entrou. E eu não.
Isso fez com que eu mudasse completamente minhas considerações sobre o metrô. Quando conheci São Paulo, ano retrasado, o achei fascinante, limpo, rápido, moderno. Andar nele lotado fez com que eu revisse melhor meus conceitos. Num horário meio despovoado até o trem pra Santo Amaro é legal. Se bem que a Linha Vermelha é meio selvagem. As pessoas do Tietê são mais civilizadas. :P
Após pequenos sobressaltos, consegui entrar no metrô (e, principalmente, vencer a massa de criaturas sedentas por um lugar no vagão que vinham na minha direção e sair). Nos encontramos na estação combinada e continuamos nossa peregrinação pela Paulista. Mais uma vez, desilusão: com duas malas pesadas e a calçada molhada e escorregadia, ela não me pareceu tão bonita e grande assim.
Chegamos na casa da tia da minha amiga (eu com as costas e as mãos doendo, e com um pedaço do meu dedo faltando, após enroscar a unha na alça da mochila), comemos, tomamos banho quente, dormimos numa cama macia, cientes de que seria nosso último contato com a civilização por um bom tempo.
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Olha lá o avião!
No dia seguinte a tia da minha amiga nos levou ao aeroporto (só de pensar em pegar o metrô de novo minhas costas doíam). Se andar de metrô foi a emoção mais intensa da minha vida, aos 18 anos, vocês não queiram imaginar o que foi eu estar na fila pro check-in.
No N passado o Airton estava lá. E dessa vez vimos o Alan no aeroporto. Consegui conter meu impulso interiorano e NÃO fui falar com ele. Mas se o Marcos Mion estivesse lá... [suspiro]
Minhas impressões a respeito desse maravilhoso meio de transporte ficarão para outro dia. Esses posts já estão terrivelmente gigantescos.
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Isso aqui tá mais comprido que a Malhação (aliás, uma das grandes provas de que estou ficando velha é que eu me lembro do que havia na Globo antes da Malhação!).
Continua

domingo, 27 de julho de 2008

Daniela, uma aventura na Amazônia - Parte I

Tudo começou quando um certo dia cismei de me inscrever para trabalhar de monitora no N Design. Duas breves explicações:
N Design: Encontro Nacional dos Estudantes de Design, promovido por comissões de estudantes de design, em sedes eleitas no encontro do ano anterior. Com duração de uma semana, reune estudantes dos recantos mais distantes do Brasil, para atividades acadêmicas tais como palestras, oficinas, mesas redondas, festas regadas a bebidas baratas e orgias, etc.
Monitor: trabalhador voluntário que é selecionado para ajudar no evento, realizando pequenas tarefas tais como orientar os encontristas, carregar material, auxiliar os oficineiros e o que mais for solicitado. Ganha, totalmente digrátis, a inscrição para o evento, a alimentação e um lugar no camping.
Tendo em vista o lugar da realização desse N - Manaus, Amazonas -, minha única oportunidade de ir seria ser selecionada para monitora. Assim eu economizaria uns R$150 (valor total dos itens citados acima), e como a passagem para lá já seria cara por demais, todo o dinheiro economizado era valioso.
Quando as inscrições para monitoria abriram, enviei o formulário de inscrição, toda alegre e esperançosa. Uma amiga minha, que já é mestra em trabalhar em encontros, mandou também.
No fim de abril saiu o resultado. Minha amiga foi chamada e eu não. Minhas esperanças foram por água abaixo. Mas eu devia me lembrar que comigo nem sempre as coisas são tão fáceis e don't stop believin'.
No meio de maio recebo um e-mail da organização perguntando se ainda queria ser monitora. Ora, mas que dúvida! Detalhe: o N começava dia 1º de junho, eu tinha três semanas pra me organizar. Como eu cismei que iria, então tudo teria que dar certo de alguma forma.
Aí começou a novela eterna das passagens de avião.
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Livre para voar (ou não necessariamente) - Parte I
Minha amiga me disse que as promoções boas de passagens ocorrem nos fins-de-semana. Só que eu tinha apenas DOIS fins-de-semana antes da viagem! Óquei, óquei. E o fim-de-semana imediatamente após a convocação eu perdi, já que meu pai não tinha ainda dinheiro pra me dar.
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Livre para voar (ou não necessariamente) - Parte II
Só para situá-los: o valor de passagem mais razoável que eu achei para o trecho São Paulo - Manaus (os preços partindo de Londrina ou até mesmo de Curitiba eram impraticáveis) era de R$619 cada uma, pela Gol.
Aliás, o pessoal da Gol é legal. Tem o leilão de passagens da Gol às terças de noite, mas seria muito difícil eu encontrar justamente as passagens dos dias que eu precisava. O preço era convidativo, valor inicial de R$300 ida e volta, mas como não havia passagens para os dias que queria, tive que deixar passar.
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Livre para voar (ou não necessariamente) - Parte III
Ainda havia uma agência de turismo, contratada especialmente para o N, que fazia uns descontos muito interessantes para os participantes do evento. Mas as chances de sair uma promoção nos dez dias anteriores ao evento eram pequenas, e de fato não saiu.
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Livre para voar (ou não necessariamente) - Parte IV
Eis que chega o último fim-de-semana anterior à minha suposta viagem. Fiz plantão nos sites da Gol, da Tam e da Varig, em busca de uma promoção.
Eis que surge uma promoção ótima da Varig: passagens de ida e volta + taxas de embarque por R$440! Isso era um sonho! E lá fui eu efetuar a compra. Só que havia um detalhe: o pagamento era somente com cartão de crédito, e meu limite ínfimo de conta universitária de R$300 não daria conta nem a pau. Mesmo assim fui em frente, com a intenção de, no dia seguinte, choramingar pra alguma atendente da Varig.
E foi o que de fato fiz. As opções eram:
a) Tentar passar o cartão de outra pessoa, mas nem minha mãe nem meu padrasto estavam em casa, de qualquer forma acho que não ia passar mesmo (essa fábula ocorreu no fim-de-semana após o feriado de Corpus Christi, por isso estava na casa da minha mãe);
b) Ir a uma loja da Varig e passar meu cartão de débito (o pior de tudo isso é que eu TINHA o dinheiro na minha conta! Não é bizarro a gente ter dinheiro e não conseguir pagar?). Considerando que agora só há lojas em capitais, meu deslocamento até uma era completamente inviável;
c) Ir no Banco do Brasil segunda-feira e me jogar aos pés do gerente, suplicando por um limite maior no crédito, opção que minha mãe considerou inviável por eu não ter renda comprovada.
Ou seja: estava beeeem complicado.
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Livre para voar (ou não necessariamente) - Parte V
Enquanto isso, no site da Gol havia a promoção de R$619 a passagem de ida, e R$13 a de volta. Com taxas e tudo, ficou R$670. Não era a opção mais atraente, mas era a única. Pelo menos aceitavam débito em conta. E assim foi.
Na segunda-feira contei a história toda para minhas colegas de turma. E uma delas exclamou: "Por que tu não falou comigo, Dani? Meu limite é de quase R$1000!". Por um motivo bem simples, oras: achei que todo mundo tinha uma conta universitária fudida que nem a minha.
Guardem esse momento. Ele será importante mais tarde.
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Eu queria escrever menos, mas não consigo. Desculpaí. =P
Continua

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Math, science, history, unraveling the mysteries
That all started with the big bang
Barenaked Ladies - The History of Everything

domingo, 20 de julho de 2008

Catástrofes culinárias

A minha mãe sempre cozinhou bem. Não tenho do que reclamar. Mas, por algum motivo, isso não se estende à minha pessoa, naturalmente.
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Nunca tive intimidade alguma com o fogão, nem com qualquer outra fonte de chamas. Com muito sofrimento consigo acender um fósforo e tenho medo de isqueiros. "Um fogão elétrico não seria a solução ideal?", você me pergunta. E eu diria que sim, se o da minha mãe não desse choque.
Em algum momento da minha infância, minha mãe decidiu que eu já tinha suficiente autonomia pra preparar uma caneca de leite gelado: duas colheres de uma imitação barata de Nescau, duas colheres de açúcar, leite até completar a caneca, misturar bem e servir. Rende uma porção. Tudo bem. Essa era a solução do verão, no inverno minha mãe continuava esquentando o meu leite. Isso até o dia em que ela decidiu que eu já tinha suficiente autonomia pra fazer leite quente também! O que foi uma sucessão de desastres: uma vez ficava daquele jeito nem frio nem quente, insosso; da outra ficava muito quente e até esfriar criava nata, e eu tenho simplesmente horror a nata. Como minha mãe se manteve firme nessa posição, abdiquei do leite quente. A minha vó era boazinha comigo, esquentava às vezes, porque ela ficava louca me vendo, num frio de 5°C, tomar leite recém saído da geladeira. Ela dizia que eu ia me resfriar e blá blá blá.
Acontece agora que eu não posso nem sentir o cheiro de leite quente! No intervalo minhas colegas compram e eu tenho ânsias de vômito com o cheiro.
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Eu sou daquelas que se, minha mãe me manda arrumar minha própria comida, fica uma semana sem comer. Um dia isso aconteceu com a pipoca.
Quer coisa mais estúpida do que a pipoca? Só colocar um pouco de óleo, um punhado de milho, e pronto! Não no meu caso, claaaaro. Dois amigos meus estavam em casa e minha mãe se recusou a fazer pipoca pra gente. Sob protestos, peguei a panela tradicional da pipoca, coloquei todos os ingredientes na proporção correta e liguei o fogão.
Saiu tanta fumaça da panela que parecia que a casa estava pegando fogo. =P
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Meu futuro como integrante de república, até então, não parecia muito promissor. O que não mudou absolutamente nada.
No meu primeiro mês em Londrina, ano retrasado, o restaurante universitário (R.U. ou Bandejão, como preferirem) estava fechado para reformas. Eu morava numa pensão, mas as refeições não estavam incluídas. Tive que me virar. E esse "me virar" significava chegar em casa, fazer um sanduíche quente com queijo e um copo de suco de saquinho. Em dias de extravagância extrema, ir no Habib's e comprar três esfihas de queijo, que é o que eu aguento comer. Depois que as obras terminaram, continuei não almoçando no R.U., porque tinha que pegar senha e demorava cerca de uma hora e meia.
Resultado: quase tive anemia. =X E me vi obrigada, mesmo a contragosto, a ficar horas sentada no gramado do R.U. esperando.
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Não sei mexer no microondas. Na pensão eu devo ter o usado umas três vezes, pra esquentar uma esfiha ou um pedaço de pizza, mas foi só.
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Consegui estragar uma pizza pré-pronta, dessas da Sadia ou da Perdigão. Não faz muito tempo, minha mãe e meu padrasto saíram e eu fiquei responsável pela janta minha e do meu irmão. Acho que não descongelou direito, ficou parecendo um pedaço de papelão com queijo cru e torrado em cima, mas eu comi junto com um copo de refri de framboesa sem gás e não me fez mal até hoje. \o/
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A necessidade (e a eventual preguiça de andar uma quadra pra comprar um cachorro-quente) me fez ver que o Miojo também é uma opção viável de alimentação. E, por incrível que pareça, não deu errado ainda nenhuma vez. Ou isso significa que estou progredindo, ou quer dizer que não há ser humano estúpido o suficiente para errar um Miojo. :P


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How many times must I sell myself before my pieces are gone?
I’m one of a kind
I’m designer
Queens of the Stone Age - I'm designer

domingo, 20 de abril de 2008

Coisas que uma estudante de Moda não é - Parte II

Continuando com o trabalho do post anterior.
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Estudante de Moda não é dona de ateliê
Se você quiser um vestido pra ir numa formatura ou casamento, por favor tome vergonha na cara e vá numa costureira. Tudo bem, tem gente que gosta de desenhar roupas de festa, mas eu não, mas só porque eu estudo Moda as pessoas acham que eu já estou habilitada para isso.
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Estudante de Moda não é especialista em etiqueta
Não me pergunte qual a ordem dos talheres (é de fora para dentro, se não me engano), no que consiste um traje esporte fino, se se pode usar chapéu em casamento ao ar livre à tarde, essas coisas. As pessoas que estudam Moda podem naturalmente se interessar por isso e aprender, mas não está na nossa grade curricular, de jeito nenhum. Nossos exemplos de sucesso na profissão não são Gloria Khalil ou Constanza Pascolato.
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Estudante de Moda não é louca
A esmagadora maioria da população, num levantamento rápido, acha que a gente passa anos enfiadas numa sala de aula para fazer roupas pro SPFW e nos perguntam: "Quem vai usar aquilo?". Aí acham que é uma perda de tempo estudar pra depois fazer roupas de plástico e arame. Cristo, não é assim que as coisas funcionam! Só estilistas renomados fazem aquilo, e obviamente que eles possuem uma linha de roupas "usáveis", por assim dizer. Grande parte de nós não vai chegar a fazer aquilo (eu, particularmente, não faço muita questão).
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Estudante de Moda não é folgada
O nosso curso, teoricamente, é matutino. Mas devido ao acúmulo de atividades (já que temos dez matérias por ano e toda professora acha, rigorosamente, que nós só temos a matéria dela e nos entope de trabalhos, fora os projetos interdisciplinares), o curso se torna, vespertino, noturno (como se chama algo referente à madrugada? Bom, é isso aí também)... Já passei mais de doze horas na universidade finalizando tarefas. Resultado: final de semestre estamos todas viradas nuns bagaços, com olheiras quase até o nariz. Fora crises de choro, estresse, gastrites, resfriados que não acabam nunca, dores pelo corpo, essas coisas. Uma colega minha teve até febre escarlatina ano passado!
Ou seja, se você acha que é só oba-oba, assistir desfiles e discutir a semana de moda de Paris, esqueça.
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Estudante de Moda não é gay
Tá, mentira. Há casos de héteros, há gays assumidos e há aqueles que a gente pode passar dias discutindo "será que ele é? Será que ele é?". Eu, particularmente, gosto muito da minha mão e não a colocaria no fogo por ninguém, não. =P
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Em breve:
O que diabos faz um designer?
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Nota nadavê com o post
Continuamos na atividade.

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À fleur de peau ils sont si bien
Une réaction instantannée
Au moindre contact humain
Je les sens pointer leur nez
Yelle - 85A